Aqui vou publicar os meus receios, as minhas angustias, as minhas aventuras neste pequeno planeta...

18
Fev 08

Ontem no programa da Maria Elisa, algum dos seus convidados abordou uma questão interessante.

O que aconteceu aos guarda-rios?

Um Sr. . muito s ério e com ironia disse...cortes orçamentais.

O guarda-rios como alguém explicou, era uma pessoa responsável pela limpezas dos rios, riachos e valas.

Vigiava as descargas para os mesmos, estava atento s porcarias que as populações deitavam para as margens e para os próprio rios e riachos.

Claro que era uma profissão útil ao p +ais.

Afianal evitava o acumular de lixo, que quando chove vai entupindo os rtiachos não deixando a água seguir o seu curso normal, e provocando as subidas das águas e muitas vezes cheias.

Desentupiam as valas, as valetas...

Claro que uma Sra. disse logo que tinham sido substituídos por uma entidade pública com um nome pomposo e que não serve para nada!

Agora temos os alertas ...amarelo, laranja e vermelho!

E a protecção civil que s ó aparece depois das inundações, ou das tragédias...

Aí aparecem uns Srs. de blusões a falarem na Tv. .

Uns Srs. que o resto do ano estão fechados em gabinetes!

preveniram alguma coisa?

Alertaram as populações?

Desentupiram alguma coisa?

Não.

É tão simples quanto isso.

Os guarda-rios andavam de roupas velhas e a pé...

Mas a nível de eficiência aposto  o que quiserem em como eram mais profissionais, mais empenhados, mais zelosos dos seus deveres.

As estradas não tem sarjetas para escoarem as águas, não é necessário...a estrada encarrega-se disso!

Tem algum problema que o alcatrão fique inundado, que os carros não passem, que as pessoas cheguem atrasadas aos seus trabalhos?

Não...somos um pais muito desenvolvido!

Que interessa s os rios levam troncos de árvores, máquinas, caixas e outras porcarias...

Se não passar inunda as vilas e aldeias do nosso rico pais.

Qual é o problema?

E as linhas férreas?

Os comboios não passam, os autocarros não chegam para as encomendas, as pessoas molhadas e insatisfeitas...

Chamem a protecção civil...

Em Alenquer, sitio propicio para as  cheias, aqui a uns anos o rio subiu a um ponto de transbordar.

Os comerciantes da baixa já fechavam as lojas, protegiam as portas com sacas de areia, com chapas e gesso..

O p ânico estava instalado, o rio estava a um palmo de saltar e alguém acalmava a população?

Alguém dava noticias?

Todos ali na rua esperávamos o pior...

Claro que apareceu um carro da protecção civil com dois Srs. de mãos nos bolsos.

Falavam ao telemóvel e juntaram-se à população inquieta.

Nem uma palavra, nem um gesto.

Depois de algum tempo ali, partiram de jipe!

A população ali ficou agarrada ao rádio local, o único que dava informações...

Graças a Deus, o rio rebentou num terreno baldio, e a vila respirou de alivio.

Sim, Portugal não aprendeu nada!

Sim Portugal está sempre dependente do Sr. lá de cima e da sua protecção.

Obrigada Meu Deus.      

publicado por abadia7 às 12:17

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