Aqui vou publicar os meus receios, as minhas angustias, as minhas aventuras neste pequeno planeta...

22
Fev 08

 

Acabei de chegar da rua.

Sim, aproveitei fui à padaria e comi quatro broas...

Ai...não resisto quando elas sorriem para mim!

Mas o que mais me impressionou foi o medo!

Sim...o medo da chuva.

Vi duas velhotas minhas conhecidas, e após cumprimentá-las reparei que traziam um amigo no braço.

O chapéu e chuva.

Perguntei: -Estão com medo da chuva? Sim afinal ainda não está a chover para que andar de chapéu? 

Responderam-me sérias:;- vem ai uma trovoada! Assim já estamos prevenidas.

Boa...assim é que é. Mas as velhotas iam só à frutaria. Demoravam no máximo dez minutos!

Mas pronto...isso sou eu que só levo chapéu quando está a chover quando saio.  

Agora o que me admira é que na segunda-feira ninguém avisou do temporal!

Ninguém esperava?

O instituto de metereologia com os seus aparelhometros sofisticados não conseguiram prever a coisa?

Ou será que não foi assim tão mau?

Será que se tivessem limpos as valas, os ribeiros, os riachos, as sarjetas, as coisas tinham chegado aquele ponto?

Se investirem em campanhas para alertar as populações, incentivá-las a limpar os seus quintais, sarjetas, aljerozes, alertando-as para não depositarem lixo nos riachos e rios não era mais eficaz?

Não sei...

Não sou uma estudiosa do caso.

Sou mais uma curiosa analfabeta.

Mas acho que este pânico induzido nas populações não tras vantagens para ninguém.

Um velhote com noventa anos que estava na padaria, analfabeto mas com um curso superior da vida disse e bem:

- Antigamente fazia frio e não tinhamos ar condicionado, nem luz, faziamos um braseiro e com pouca lenha. também não havia muita para gastar!

E quanto a chuvas...ah...isto não é nada, passava dias e ás vezes semanas a chover torrencialmente.

Tinhamos de ir trabalhar, e não tiunhamos carro, nem motas, nem bicicletas.

Sim tinhamos de andar trinta ou quarenta quilometros a pé.

Saiamos antes do sol nascer e quando voltavamos a casa já a noite ia alta.

Isso sim é que era duro.

Vocês agora são sortudos. E ainda bem que evoluimos.

Suspirou e calou-se.

Acenei com a cabeça e perguntei:-Diga-me e quam cuidava da limpesa das ruas?

Riu-se:-Menina, eramos nós que limpavamos as valetas das nossas ruas. Da minha porta até à do vizinho e ele continuava até à porta do vizinho seguinte.

E nos valadores juntavamos uns quantos homens e mulheres e limpavamos.

Depois apareceram os homens da junta que limpavam. Mas nós cortavamos as ervas e com uma enchada abriamos as valas para a água não entrar para as nossas casas.

Savbe que o chão das casas não era de cimento, era de terra.

Sorri e interrompi-o: - Lembro-me que a casa da minha avó materna tinha uma terra vermelha no chão.

Acenou com a cabeça e disse:-Pois é...tempos duros, mutio duros. Só quem passou sabe como era.

Bem já tenho aqui o pão vou para casa. A minha filha já deve estar preocupada.E se começa a chover fica danada por eu andar na rua.

Até amanhã disse e eu retribui o adeus. 

publicado por abadia7 às 19:37

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